Parece que nosso post ontem no blog causou uma certa confusão na cabeça da moçada, mas fico feliz em dizer que não estou aqui pra esclarecer nada.
Fato que deve ser conhecido por alguns leitores do nosso blog, é que nossa presença online se deve 99% à capacidade de Daniel “o redator” Gonçalves. Volta e meia Daniel passa a bola pra alguém, ou porque quer passar alguma informação mas está cansado de escrever, ou porque quer dar outro tom para o comunicado em questão. O que já deve ter dado pra perceber é que o Gonçalves dá o tom de humor pra coisa toda, sempre pontuando seu texto com links, imagens e vídeos, ambientando o leitor – parabéns pra ele.
Quando quer passar uma imagem mais escrachada, Lucas “o rei” Carvalho entra em cena – com seus comentários ácidos e sua completa falta de noção. Essa é a minha visão de como as coisas acontecem, Matheus “o dias” Dias. Até pouco tempo atrás não sabia, mas eu era incumbido de dar um tom emocional/sentimental/homossexual para algum texto. Um pouco por sempre mencionar os acontecimentos de forma nostalgica, um pouco por ser cauteloso demais com o que escrevo. No final das contas, estava sendo Matheus “plim plim” Dias e não manjava.
Nesse fim de semana rolou o “Design Insustentável”, uma festa que rola de tempos em tempos, geralmente ligada à recepção dos calouros dos cursos de design da UEMG, organizada por ex alunos. Basicamente uma micareta de estudantes de design, com bebida liberada, onde as pessoas perdem o limite e a dignidade. Como estava álcool-free pude acompanhar o estágio de degradação dos cidadãos, o que foi muito interessante – mas não é sobre isso que eu quero falar. Na festa tive a oportunidade de conversar com uma amiga, Fernanda Generoso, que não encontrava há algum tempo (estudou comigo na FUMEC e agora está na UEMG). Nessa conversa ela elogiou a Vorko e comentou sobre a imagem que a gente passava, de como os estudantes encaravam nosso trabalho, nossa postura, etc… Fiquei muito surpreso com algumas coisas que ela falou, positiva e negativamente.
Acho impressionante como muda a interpretação de algumas informações dependendo do ponto de vista e da referência. Acho que é clara nossa postura de “bem ou mal, fale da gente”, publicidade é tudo nessa vida – principalmente virtual. Mas acho que deveríamos acrescentar também um “bem ou mal, falem COM a gente”. É muito complicado trabalhar direto com 2 pessoas e ter essa visão interna de como as coisas funcionam. Precisamos de feedback sempre. Claro que temos amigos mais próximos que dão essas informações pra gente, mas em relação a eles temos dois problemas, são amigos e estão próximos.
Há relativamente pouco tempo tivemos a oportunidade de conversar com Leo Gomes, um diretor de criação muito bacana aqui de BH. Essa conversa foi uma das mais esclarecedoras dos últimos tempos exatamente por ter o ponto de vista mais distante, e principalmente mais especializado.
Esse tipo de conversa é muito válida pra gente, queremos saber o que os estudantes acham, o que os jovens profissionais acham, o que os mais experientes acham. A soma de todos esses pontos de vista constroem a imagem que passamos, a gente não pode escolher exatamente como isso vai acontecer. Acaba que essa divisão do blog de “quem escreve o que” reflete sim a forma de pensar de cada um, mas isso é o mínimo.
Já colocamos aqui no blog a nossa vontade de mudar, de ser fiel ao que acreditamos e blablabla. Mas mudar é fácil, difícil é entender o que está acontecendo agora. Difícil é saber o que diferencia a gente de outros similares – como Azucrina e 45jj, que são jovens e estão próximos de nós, ou bicicleta sem freio e Caligraffiti que estão mais distantes.
O que quero dizer então é: ao invés de mudar, buscamos cada vez mais entender o que estamos fazendo. E sem dar uma de “designer” e questionar o design ou a metodologia com a qual trabalhamos, estamos nos questionando, o que NÓS queremos com isso tudo.
Ao invés de uma instituição VORKO que na realidade não existe – não tem como 3 pessoas concordarem com tudo, partilharem de vontades e capacidades – estamos em busca de entender o que cada um quer, e assim que entendermos colocar a mão na massa. Daniel “Leão do Bonfim” Gonçalves, Lucas “Jack Daniels” Carvalho e Matheus “Dedinhos de gorila” Dias. Temos muitas aspas pra acrescentar aí no meio, e buscamos cada vez mais isso.
E eis que eu termino mais um texto com o famoso tom sentimental/emocional/homossexual – e tudo bem, faz parte desse momento.
Matheus “plim plim” Dias
Digno do Bial esse. A casa foi eliminada